Medidas afetam cias. espanholas
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terça-feira, 08 de janeiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo As novas medidas do governo argentino, que desvalorizou a moeda do país em quase 30%, afetaram diretamente as ações das maiores e mais importantes companhias espanholas, que investiram US$ 41 bilhões entre 1990 e 2000 no país. As perdas com a desvalorização e com a pesificação na proporção de 1 por 1 das tarifas de telecomunicações, água, gás, esgoto e energia estão sendo calculadas entre US$ 1,5 bilhão e US$ 3 bilhões. As empresas que mais devem sofrer com o impacto das medidas de emergência do governo são a Telefónica, Repsol YPF, Endesa e os bancos Santander Central Hispano (BSCH) e o Bilbao Vizcaya Argentária (BBVA).
Assim que assumiu a presidência do país, o presidente Eduardo Duhalde determinou a seu ministro de Economia, Jorge Remes Lenicov, a pesificação das tarifas e de todas as dívidas dos argentinos até o limite de US$ 100 mil. Isto é, cada argentino que pagava, por exemplo, uma conta de 50 pesos (em dólares) todo mês pelo serviço de telecomunicações ou de energia, continuará a pagar os 50 pesos, e em pesos, sem a desvalorização dos quase 30% que sofreu a moeda argentina desde ontem.
Com o monopólio nas bolsas (devido ao maior peso nos mercados espanhóis), as ações das principais companhias espanholas que compõem o Ibex 35 na Bolsa de Madri mostraram uma forte desvalorização no primeiro dia útil depois de anunciadas as medidas pelo governo argentino. O principal índice da bolsa espanhola, que não despencou mais porque a maioria das ações de outras empresas operaram o dia sempre no patamar positivo, fechou em queda de 3,38%. Os títulos da Repsol YPF despencaram 7,8%, os do Santander Central Hispano, 4,37%; os da Telefónica, 4,4%; os do BBVA, 3,25%; e da Endesa, 1%.


