Medida prejudica consumidor, diz IBPT
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com o anúncio do governo elevando em 30% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) das indústrias automotivas que não se adequarem à exigência de utilização de 65% de produtos nacionais e comprovação de etapas de produção no Brasil, o preço dos carros importados vai subir entre 20% e 25%, segundo uma estimativa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
De acordo com a entidade, a determinação que entrou em vigor ontem vai prejudicar a população e a indústria brasileira, com o aumento da carga tributária e dificuldade de acesso ao consumo. Quem ganha com o anúncio, conforme a entidade, é o setor de autopeças. ''A medida eleva ainda mais a carga tributária brasileira. Na mesma semana em que a arrecadação de impostos chega a R$ 1 trilhão, o governo anuncia esta medida'', critica o presidente do IBPT, João Elói Olenike.
A partir de agora, destaca Olenike, a maior parte da indústria nacional automotiva terá que comprovar uma série de requisitos para poder se beneficiar da redução das alíquotas - entre eles a montagem no Brasil, estampagem, fabricação de motores, embreagens e de câmbio. ''O problema é que em grande parte das empresas o veículo não é produzido, e sim montado no País. Elas terão que se readequar para não serem atingidas pela medida. E nesses casos, o que vai acontecer? O consumidor também vai acabar pagando caro, então o governo terá que rever esta determinação', afirmou.
O presidente do IBPT também lembra que em 2009 o governo reduziu o IPI dos automóveis nacionais e aumentou a arrecadação porque o consumo cresceu, acelerando o lucro das empresas. ''Desta vez, eles não fizeram isso, tomaram outro rumo. A alegação é de que a medida vai proteger a indústria nacional, mas vai acabar afetando os empresas. O cofre do governo vai ser reforçardo, mas a que custo?', completou.


