'Medida não paralisa o Estado'
Para o economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o impacto da moratório poderá ser reduzido uma vez que as despesas correntes ficaram de fora da suspensão. ''A maior despesa do Estado é a folha de pagamento, que corresponde a 45% do orçamento'', apontou. Também não serão atingidas as despesas de caráter continuado, ou seja, aquelas que já figuram no orçamento há mais de dois anos.
No total, explicou Cordeiro, cerca de 60% das despesas do governo serão mantidas apesar da moratória. ''O que poderá ser retido são os gastos com investimentos e outras despesas correntes, como o pagamento de serviços e fornecedores'', disse. Para o economista a medida ''não paralisa o Estado'' nem ''significa que existam problemas financeiros na administração''. ''Mas ela pode sim contribuir para equilibrar o fluxo do caixa e a preservar a transparência no uso dos recursos públicos'', completou.
Pelo decreto do governador Beto Richa, que foi divulgado ontem, serão suspensos os pagamentos de todas as despesas de qualquer fonte por 90 dias, em especial contratos, convênios e ordens de serviço cuja execução não tenha sido iniciada, as despesas continuadas, as despesas com valor global de até R$ 50 mil desde que autorizadas pelo secretário responsável e as despesas autorizadas pelo Comitê Especial. O Comitê será composto pela Casa Civil, procurador-geral do Estado, secretários da Administração, Planejamento, Coordenação Geral e Fazenda. (R.C.F.)





