Medida favorece fundos de pensão
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quinta-feira, 28 de outubro de 2004
Daniel Lima<br>Agência Brasil 
Brasília O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou medida que reduzirá os custos e aumentará a rentabilidade dos recursos de fundos de pensão ligados à administração pública no mercado financeiro. A decisão atende aos Estados, ao Distrito Federal e 2,2 mil prefeituras que têm regimes de previdência específicos. Os Estados que têm o maior volume de recursos acumulados são o Rio de Janeiro, Paraná e Tocantins.
Por meio da edição de uma resolução, o CMN passou a permitir que as instituições financeiras criem fundos de aplicação financeira destinados ao conjunto dessas instituições, que só precisarão comprar, a partir de agora, as cotas que julgarem necessárias. ''Em Estados e municípios que têm recursos pequenos, (volumes) reduzidos de investimentos, o custo administrativo é elevado. Essa resolução permite que o setor financeiro criem fundos de investimento que tenham o perfil adequado às necessidades e que sejam comprados em cotas. Com isso, a agente diminuiu o custo de administração.'', disse o secretário de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Helmut Schwarzer,
Até agora, cada administração tinha que ter fundos de aplicação financeira individuais para administrar os recursos no banco. No País, os fundos de pensão ligados a servidores públicos têm contribuições de 5,2 milhões do pessoal ativo para 1,8 milhão de aposentados e pensionistas.
Para o secretário do Planejamento do Paraná, Reinhold Stephanes, a medida do CMN não altera as normas do fundo previdenciário adotadas pela ParanaPrevidência, órgão que administra as contribuições previdenciárias dos servidores estaduais do Paraná.
Segundo ele, a direção do órgão sempre optou pelo conservadorismo de suas aplicações e prioriza as aplicações em títulos federais e fundos de rentabilidade de primeira linha como as instituições do setor financeiro.
O secretário disse que pretende analisar melhor a decisão do CMN porque sempre que uma nova resolução é editada, ''há uma intenção do órgão por traz disso e quer identificar melhor qual é''. (Colaborou Vânia Casado, de Curitiba)


