A retomada das importações por parte da Rússia, além de representar a recuperação de um grande mercado, ainda amplia as chances da carne brasileira junto aos países bálticos e outros continentes. A opinião é do presidente da Associação Paranaense de Suinocultura (APS), Romeu Carlos Royer, ao ser entrevistado ontem por este jornal. Embora o maior fornecedor seja Santa Catarina, os produtores do Paraná também se beneficiam das exportações, segundo Royer. Segundo a FNP Consultoria e Mercado, os preços da carne suína caíram no mercado interno durante a suspensão que durou três semanas.
Conforme dados da APS, nos primeiros quatro meses do ano as exportações brasileiras (69.335 toneladas) cresceram 141% em comparação com igual período do ano passado (28.726). As vendas para a Rússia pesaram muito na melhoria desta performance.
Royer creditou a reconquista do mercado russo à estratégia do ministro Pratini de Moraes da Agricultura. ‘‘O bom trabalho e a segurança do ministro são valorizados nesse momento - disse o presidente da APS que lembrou o esforço dos demais setores e lideranças da cadeia produtiva da suinocultura.
No caso do Paraná, Royer disse que o grande argumento de vendas é a boa sanidade e a alta qualidade da carne suína brasileira, resultado de investimentos em melhoramento genético por parte dos produtores.
O presidente da APS fez um apelo aos pecuaristas do Paraná para que ‘‘assumam a responsabilidade de manter o Estado livre da aftosa. E pensem nos prejuízos para a criação de gado e suínos se um dia a aftosa voltar ao Estado’’.

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