A medida provisória divulgada ontem pelo Palácio do Planalto que reduz as exigências ambientais para aprovação de projetos deve ter impacto em três dos cinco projetos de termelétricas previstos para o Paraná e que ainda estão sob análise técnica da Companhia Paranaense de Energia (Copel): a do Norte do Estado, a de São Mateus do Sul e a de Pitanga.
Segundo a assessoria de imprensa da Copel, os três projetos devem ser agilizados por conta da medida. Já a térmica de Araucária está em plena construção e conta com licença de instalação. O estudo de impacto ambiental da usina de Figueira está sendo analisado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e já tem audiência pública prevista para este semestre, quando também poderá receber liberação.
A assessoria de imprensa lembrou que a termelétrica do Norte do Estado ainda não tem estudo de impacto ambiental porque o traçado do gasoduto que vai abastecer a região e a usina ainda não foi definido.
A audiência pública que discutiria os impactos da rede de distribuição de gás da Compagas em Londrina foi suspensa há cerca de três meses por força de liminar concedida pelo juiz da 6ª Vara Cível, Celso Seikiti Saito.
Na ação cautelar inominada que provocou o cancelamento da audiência pública, a promotora Luciana Ribeiro Lepri Moreira apontou 12 falhas quanto à segurança das pessoas e do meio ambiente. Uma audiência de conciliação entre o Ministério Público e a Compagas está marcada para o próximo dia 31. Ontem, a promotora não quis comentar a medida provisória baixada pelo governo federal. ‘‘Primeiro tenho que conhecer o teor da medida’’, disse. A diretoria do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também não quis fazer declarações sobre o assunto ontem à tarde, considerado prematuro avaliar a MP.

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