Médicos investirão R$ 100 milhões em Londrina
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quarta-feira, 28 de abril de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Um Centro de Excelência em Medicina será construído na região sul de Londrina (Gleba Palhano) por 150 médicos da cidade. O projeto - apresentando ontem -está estimado em R$ 100 milhões apenas na construção civil. Os equipamentos e instalações deverão consumir aproximadamente mais R$ 30 milhões. O empreendimento, batizado de Pólo Médico de Londrina, atenderá usuários particulares e de convênios.
O projeto inclui um hospital com 120 leitos, uma maternidade, laboratório de imagem e hemodinâmica, unidade de recuperação de fraturas, três torres destinadas a clínicas e laboratórios mais um boulevard comercial para restaurantes, lanchonetes, livrarias, bancos, farmácias, correios e outros serviços. ''A idéia é que ele não tenha cara, cheiro nem gosto de hospital. O conforto e a sofisticação dos serviços serão sua principal característica'', disse George Schahin presidente do Hospital Santa Paula, de São Paulo que administrará o Pólo.
A obra utilizará um terreno de 38 mil metros quadrados entre as avenidas Madre Leônia Milito e Ayrton Senna, próximo ao Shopping Catuaí e Rodovia Celso Garcia Cid. Segundo Carlos Antônio Vaz diretor comercial da Construblok a idéia partiu dos próprios médicos que sentem no dia-a-dia a falta de mais leitos. ''Há 30 anos, a cidade atraía pacientes do País inteiro porque era referência nessa área. Com o tempo, ela perdeu esse status a ponto dos londrinenses buscarem tratamento fora daqui'', lembra. O Pólo Médico será um empreendimento de nível terciário para alta complexidade, isto é, estará habilitado a realizar transplantes, cirurgias cardíacas, oncológicas e neurológicas, por exemplo.
Até o momento, metade dos investidores assinaram o contrato de compra definitivo e a expectativa é que os demais façam o mesmo, no máximo, em 45 dias. A partir daí, os operários entram em ação. A estimativa de Vaz é que duas mil pessoas sejam empregadas no pico da construção e, em média, 600 por mês. De acordo com o cronograma, o hospital e os anexos estarão prontos em 24 meses e as torres dentro de três anos.
O projeto será financiada em 60 meses. Os equipamentos e instalações serão disponibilizados pelo Hospital Santa Paula. Segundo o diretor comercial da Construblok, a escolha da localização levou em conta o valor imobiliário da região e a proximidade com as universidades. ''Muitos médicos moram naquela área e são professores universitários'', explicou.
A expectativa é que o Pólo Médico de Londrina atenda, logo de início, uma região com dois milhões de habitantes e, nos primeiros sete anos, sua influência chegue até Florianópolis (SC) perfazendo uma potencial clientela de cinco milhões de pessoas.


