A fisiatra Roseli da Costa Donato, representante do serviço público de saúde da Associação Médica de Londrina (AML), costuma prescrever genéricos para todos os pacientes, tanto os da rede pública quanto os de atendimento particular. ''Hoje, os medicamentos têm boa qualidade, a produção é controlada e os laboratórios têm comprometimento com o desenvolvimento dos produtos'', explicou. Segundo a médica, os resultados obtidos em tratamentos com genéricos têm sido muito positivos. ''Foi muito válida a criação dos genéricos. Os produtos tiveram uma boa evolução e aceitação no mercado e, atualmente, temos grandes laboratórios que produzem esses medicamentos'', complementou.
Fora isso, explicou, os médicos do serviço público são orientados a receitar genéricos para seus pacientes, principalmente por conta do preço. ''Eu, por exemplo, trabalho em posto de saúde de periferia, onde as pessoas têm uma renda muito baixa. Então, se existe o genérico de um de marca, que tem o mesmo efeito e pode ser mais barato, devo recomendar'', frisou.
Para o ginecologista e presidente da AML, Antônio Caetano de Paula, a implantação do genérico foi bastante interessante e provocou uma mudança de comportamento tanto de pacientes, como de médicos e também da indústria farmacêutica. ''Quando a gente faz o curso de medicina, aprende sobre os medicamentos com os nomes genéricos. Então, se os genéricos que estão hoje no mercado podem fazer o mesmo efeito dos de marca, é interessante receitá-los'', disse. (E.Z.)

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