As tarifas aéreas promocionais não seduzem o médico psiquiatra Mitsuro Sakamoto (foto), que a cada 15 dias visita sua família em Curitiba. Há dez anos, ele faz o trajeto de ônibus leito e se considera um consumidor habituado com esta modalidade. ‘‘Vou continuar viajando de ônibus’’, diz.
Ele afirma que a pequena diferença nos preços acaba sendo significativa porque, como o aeroporto Afonso Pena fica longe de sua casa, gastaria mais pagando um taxi. ‘‘O fato das viagens serem frequentes também encarece. Para mim não é vantajoso’’.
Além de estar acostumado com as noites de sono no ônibus, Sakamoto teme os imprevistos de uma viagem de avião. ‘‘O ônibus está sempre no horário e o avião não. Há os atrasos e a falta de condições para pousos e decolagens, que atrapalham. Ir a Curitiba voando, só mesmo quando tiver uma eventualidade que impeça minha viagem de leito’’. (C.L.)

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