A médica Emi Tokonami Mori, residente em São Paulo, não consegue cancelar o telefone celular do seu filho Sérgio Teruo Mori, estudante da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O aparelho da operadora Vivo foi clonado em São Paulo no mês de janeiro. Dependente financeiro da mãe, Sérgio recebeu a fatura da conta com vencimento em 28 de fevereiro com uma quantidade absurda de contas que lhe foi atribuída. ''De lá para cá estamos tentando regularizar a situação junto à empresa, mas não estamos sendo atendidos adequadamente, esbarrando em vários problemas burocráticos, começando com o fato de não haver uma comunicação pessoal com a empresa, só é possível através do telefone'', contou a médica, que enviou correspondência à Folha e ao Procon relatando o caso.
De acordo com Emi, a conta de fevereiro foi regularizada e paga, porém a mudança do número não foi possível. No dia 28 de março, Sérgio recebeu nova conta telefônica com o valor de R$ 445,13. Feita nova reclamação junto a Vivo, Emi foi informada que teria uma resposta em cinco dias. ''Mandaram outra fatura com valor de R$ 31, mas na verdade a conta devida é de apenas uma ligação feita no dia 23 de fevereiro no valor de R$ 0,79''.
Por necessidade de um aparelho para o filho, Emi diz que foi forçada a adquirir outro celular de outra operadora, o que acarretou um gasto adicional de R$ 399. ''Esta 'via-sacra' está nos tomando muitas horas e consumiu muita paciência. Tentamos solucionar o problema através dos vários 0800, da Central de Atendimento, no Pós-clone, no Grupo de Relacionamento, mas ocorreu um 'passa-passa' por várias atendentes'', relata. ''Eles dizem que 'estão atualizando' e que o sistema 'está fora do ar'. O que nós queremos é cancelar o número e regularizar a conta devida'', desabafa Emi.
O coordenador do Procon, Gerson da Silva, disse que a carta de Emi não chegou ao Procon. ''Pedimos para que o dono do celular venha até nós para abrirmos um processo e tentarmos resolver a questão com a empresa'', afirmou Silva. A assessoria de imprensa da Vivo, em Curitiba, pediu o número do celular de Sérgio e disse que vai procurar agilizar o processo. ''Vamos tentar solucionar o problema o mais rápido possível e encaminhar uma resposta à Folha, se for o caso, nos próximos dias'', disse o assessor.

mockup