A médica veterinária do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis), Elzira Jorge Pierre, comenta que o número de casos identificados até agora é considerado normal no Paraná. A especialista explica que geralmente são identificados por ano em torno de 100 focos de raiva. Em 2011, o Estado terminou com 122 casos e, no ano anterior, 97 casos. O período mais crítico vivido nos últimos 30 anos foi em 2007, quando 241 casos foram confirmados.
Entre os principais fatores que a especialista considera que contribuem para este vaivém da doença está a falta de notificação à Seab por parte dos produtores e a falta de vacinação assim que o número de casos diminui. ''Muitos produtores não conversam entre si. Já tivemos casos que descobrimos focos depois de meses. Outros produtores também deixam de aplicar as doses adequadas da vacina no período correto.''
Caso o produtor encontre um morcego morto, ele deve encaminhar até a Seab mais próxima da sua região, mas sem entrar em contato direto com o animal (utilize uma caixinha, vassoura, etc). Elzira relata também a importância dos produtores notificarem a presença de sintomatologia nervosa em animais vivos, ou que tenham morrido com estes sintomas. ''Existe uma pasta que o produtor pode passar em volta da mordida do morcego. A tendência é que ele volte no mesmo animal para se alimentar e, quando entrar em contato com a pasta, vai acabar morrendo'', relata a médica veterinária. (V.L.)

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