Média diária é 13,3% maior que a de um ano
A média diária das exportações acumulada até a segunda semana (US$ 283,5 milhões) cresceu 13,3% em relação à média de setembro de 2001 (US$ 250,3 milhões). Esse é um dado positivo, já que as exportações vinham registrando no ano, pela média diária, queda em todos os meses frente ao mesmo mês do ano passado.
O movimento de queda foi interrompido em agosto, quando as exportações cresceram 5%, pela média diária, em relação a agosto de 2001. E até a segunda semana de setembro a tendência de crescimento das exportações se mantém, mostrando uma reação das vendas externas do País que, junto com as queda das importações, está assegurando o aumento do superávit no ano.
Na avaliação de Iglesias, o aumento das vendas ao exterior num momento em que a conjuntura internacional é adversa não é apenas reflexo do câmbio favorável. O movimento mostra uma mudança estrutural nas exportações. Ele acredita que o Brasil está colhendo frutos da sua estratégia de diversificar produtos e mercados.
As importações totalizam US$ 1,044 bilhão na semana e US$ 1,904 bilhão no mês. Nas primeiras duas semanas de setembro, elas registraram, pela média diária, queda de 13% em relação à media de setembro de 2001. Entretanto, a média diária das importações apresentou, na segunda semana de setembro, um aumento de 21,4% em relação à média da primeira semana do mês.
A ligeira reação das importações pode ser o primeiro sinal do aumento que sempre ocorre no fim do ano. No entanto, o dólar caro e a atividade econômica morna podem impedir um crescimento mais acentuado nas compras de produtos do exterior. As incertezas criadas pelo quadro eleitoral e as turbulências no cenário externo inibem investimentos de maior porte. Isso pode estar contribuindo para a queda nas importações de máquinas e equipamentos.





