Média diária de importações é a melhor do ano
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segunda-feira, 20 de setembro de 2004
Renata Veríssimo<br> Agência Estado 
Brasília - A média diária das importações em setembro alcançou o melhor resultado do ano, de acordo com os números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O crescimento das importações é um dos indicadores da retomada da atividade econômica. Até a terceira semana do mês, a média foi de US$ 268,4 milhões, 27,9% acima da média de setembro de 2003, quando atingiu US$ 209,8 milhões.
As vendas externas estão crescendo mais ainda. As exportações registraram média diária de US$ 436,5 milhões, 31,9% superior às de setembro do ano passado, de US$ 330,9 milhões. O resultado continua sendo o segundo melhor deste ano, superado apenas pelo de junho, que totalizou US$ 444,1 milhões.
Com isso, o saldo da balança comercial brasileira continua vigoroso. Nas três primeiras semanas de setembro, o superávit ultrapassou a marca dos US$ 2 bilhões, chegando a US$ 2.017 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 5,238 bilhões e as importações US$ 3,221 bilhões. Segundo o MDIC, na terceira semana deste mês, a balança comercial apresentou exportações de US$ 2,214 bilhões e importações de US$ 1,391 bilhão, resultando em superávit de US$ 823 milhões.
No ano, as vendas externas somam US$ 66,593 bilhões, 31% a mais do que os US$ 50,648 bilhões do mesmo período de 2003. A mais recente meta do governo, anunciada na semana passada, é atingir US$ 94 bilhões de exportações este ano. Até dezembro, portanto, seria preciso exportar cerca de US$ 27 bilhões uma média de US$ 9 bilhões mensais, média aliás, que vem sendo verificada todo mês desde junho.
Já as importações chegaram a US$ 42,624 bilhões restam US$ 20 bilhões para alcançar a estimativa do ano. Em 2003, no mesmo período, as importações chegaram a US$ 33,598 bilhões. Já o saldo acumulado, de US$ 23,969 bilhões, é 40% superior aos US$ 17,050 bilhões de janeiro a setembro de 2003. Restam menos de US$ 9 bilhões para a meta de US$ 32 bilhões estabelecida pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.
Até a segunda semana de setembro, o melhor resultado no ano para as importações era o de junho, quando registrou US$ 262,8 milhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, ampliaram-se os gastos com químicos orgânicos e inorgânicos (47,9%), plásticos e obras (33,6%), adubos e fertilizantes (29,9%), equipamentos elétricos e eletrônicos (29,6%), siderúrgicos (29,5%), instrumentos de ótica e precisão (28,1%) e combustíveis e lubrificantes (23,7%).
Já as vendas externas seguem mostrando o fôlego dos últimos meses e registraram aumento nas três categorias de produtos. Os semimanufaturados apresentaram um incremento nas exportações de 40,8%, principalmente em função dos embarques de ligas de alumínio, catodos de níquel, ferro fundido, alumínio em bruto, produtos semimanufaturados de ferro ou aço, celulose, ferro-ligas e madeira serrada. As exportações de manufaturados cresceram 31,6% por conta de óleo de soja refinado, aviões, açúcar refinado, entre outros.


