Brasília - Com uma redução na média diária de exportações em relação às duas primeiras semanas do mês, a balança comercial teve superávit de US$ 362 milhões na terceira semana de novembro. O saldo caiu em relação às semanas anteriores - na segunda semana, por exemplo, o superávit chegou a US$ 553 milhões - mas ainda assim os números da balança continuam bastante confortáveis. O saldo acumulado neste mês chegou a US$ 1,348 bilhão. No ano, o superávit já é de US$ 21,688 bilhões.
De acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o País embarcou para o exterior, na terceira semana de novembro, mercadorias no valor de US$ 1,384 bilhão e comprou US$ 1,022 bilhão de fornecedores estrangeiros. A média diária das exportações, que havia sido de US$ 308,8 milhões na primeira semana do mês, e de US$ 309,2 milhões na segunda semana, caiu para US$ 276,8 milhões na semana passada.
Já a média das importações saiu de US$ 222,2 milhões por dia na primeira semana de novembro, caiu para US$ 198,6 milhões na segunda e voltou a subir, para US$ 204,4 milhões, na terceira semana, segundo os dados do MDIC.
No período acumulado de três semanas de novembro, a média diária das exportações (US$ 298,3 milhões) apresentou queda de 9,3% em relação a outubro. Na comparação com a média de novembro de 2002, no entanto, há um crescimento de 16,4%. As importações, por esse mesmo critério, têm média diária de US$ 208,4 milhões, cifra 8,3% maior do que a de novembro do ano passado, mas 4,6% menor do que a de outubro deste ano.
Segundo análise do MDIC, a queda das exportações em relação à segunda semana de novembro - que chegou a 10,4% -refletiu uma redução nos embarques de todos os grupos de produtos. A diminuição maior foi na categoria dos produtos básicos (22,3%), principalmente pelas vendas menores de soja em grão e farelo, carne suína, petróleo em bruto e fumo e folhas. As vendas de semimanufaturados caíram 12,1%, com redução nas vendas de celulose, alumínio em bruto, semimanufaturados de ferro/aço e couros e peles. Nos manufaturados, a queda foi 4,5%, puxada por gasolina, fio-máquina, bombas e compressores, pneumáticos, autopeças, aparelhos transmissores e receptores, laminados planos de ferro/aço e móveis.

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