Média diária de exportações bate recorde
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segunda-feira, 02 de maio de 2005
Cláudia Dianni<br>Folhapress 
Brasília - O volume diário de embarques de mercadorias para o exterior foi o maior da história das exportações brasileiras no mês passado. Em abril, o Brasil exportou US$ 9,202 bilhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento. A média diária das vendas foi de US$ 460 milhões, 39,6% acima da média das de abril de 2004. O recorde mensal ainda é o de junho de 2004, quando foram obtidos R$ 9,328 bilhões em vendas.
Até o fim de abril, o País exportou US$ 33,6 bilhões e importou US$ 21,4 bilhões, o que resulta em um saldo acumulado de US$ 12,194 bilhões. Houve aumento de 50,67% na comparação com o superávit de US$ 8,094 bilhões do primeiro quadrimestre de 2004.
Para Ivan Ramalho, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, o País já exporta o equivalente a 28% do Produto Interno Bruto (PIB), considerando o PIB de 2004 e as vendas acumuladas em 12 meses. Em 2004, o país exportou o equivalente a 26% do PIB e em 2003, a 24%. ''Acho que 30% do PIB é um bom índice de exportação com relação ao PIB'', disse o secretário, que afirmou que não se trata de uma meta. A única meta do governo, segundo ele, é exportar US$ 112 bilhões neste ano.
Boa parte do resultado de abril foi consequência do aumento de preços de vários produtos que compõem a pauta de exportações brasileiras, explicou Ramalho. Os aumentos que impulsionaram o saldo foram nos preços de laminados de aço, óleos combustíveis, café em grão, açúcar, minério de ferro e outros. Com relação a março, a média diária das exportações cresceu 9,4%.
O superávit comercial de US$ 3,876 bilhões de abril é quase o dobro do obtido no mesmo mês de 2004, quando ficou em US$ 1,960 bilhão. As importações somaram US$ 5,326 bilhões, com alta de apenas 13,9% na comparação com os US$ 4,630 bilhões de abril do ano passado.
No mês passado a média diária das importações aumentou 15% e diminuiu 0,7% na comparação com março. Segundo Ramalho, a principal razão para a diferença entre o aumento das exportações e o das importações em abril é que no mês passado as compras de combustíveis e lubrificantes tiveram queda de 10,2%. O ministério acredita que a queda deva estar relacionada a problemas de logísticas nos embarques para o Brasil, já que o consumo interno desses itens não caiu.
Outra explicação para o desempenho das vendas externas, afirmou ele, é o aumento de produtos que estão ganhando o mercado exterior e do número de empresas que estão exportando.


