São Paulo - A nota de crédito do Banco Central, que será divulgada nesta quinta-feira, deverá apresentar queda das concessões em julho, após alta expressiva em junho. A avaliação consta da sondagem mensal feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em agosto.
O levantamento mostra que as novas concessões de crédito devem cair 7,6% na média diária, sendo puxada pelo recuo de 8,4% para pessoas jurídicas. Para pessoa física, a média diária de novas concessões deve recuar 6,6% na passagem entre junho e julho. A Febraban ressalva que a base comparativa de junho foi muito elevada e que, em termos ajustados, o recuo nas concessões diárias para pessoa física é mais modesto, de 1,65%. No caso das pessoas jurídicas, o ajuste sazonal leva a uma alta de 1,5% na média diária.''Parece ter havido uma antecipação de consumo em junho, como efeito das medidas de estímulo, e agora houve uma moderação'', explica o boletim.
Ainda segundo a sondagem, o saldo das operações de crédito com recursos livres deve crescer 0,5% em julho, após alta de 1,4% apurada em junho. Para pessoa física, o saldo deve se ampliar em 1% no período, enquanto o resultado entre pessoas jurídicas deve ficar praticamente estável em julho, com alta de 0,1%, após crescer 1,8% em junho.
Para o saldo total de crédito no País em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a sondagem aponta um aumento de 0,02 ponto porcentual, levando o saldo total para 50,8% do PIB em julho, equivalente a R$ 2,186 trilhões.
A entidade espera ainda que a nota do BC indique baixa das taxas de juros e spreads bancários especialmente no cheque especial, como efeito da redução promovida no período pelo Banco do Brasil. As demais linhas de crédito devem, segundo a sondagem, apresentar um comportamento ''mais estável''. No caso da inadimplência, melhorias nos indicadores de pagamentos em atraso, diz a entidade, ''ajudariam numa recuperação mais forte nos próximos meses''.

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