Média de emprego no campo cresceu 4% no País em 2000
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A demanda por força de trabalho agrícola no Brasil registrou um crescimento de 4% em 2000, segundo levantamento realizado pela Fundação Seade com base nos dados de setembro de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Em setembro de 2000, haviam 6.325.362 empregos no campo, espalhados por cerca de 50 culturas, ante 6.079.600 empregos em igual período de 1999.
O café a cultura que mais concentra empregos registrou um crescimento de homens no campo de 5,6%, indo de 1.092.201 empregos para 1.153.837 empregos. A cultura de milho registrou um aumento de empregos da ordem de 8,5%, de 908.540 empregos para 985.627. A pesquisa revela, contudo, que o crescimento da mão-de-obra na cultura de milho deveu-se basicamente à recuperação da produção do Nordeste, já que no sul a quebra da safra foi significativa em 2000.
As culturas de algodão herbáceo e soja registraram aumento significativo na demanda por mão-de-obra, respectivamente 30% e 6,3%, amparados pelos bons preços internos e pelo reaquecimento da economia. Os empregos existentes na cultura de algodão saltaram de 151.098 para 196.412. No caso da soja, os empregos aumentaram de 251.323 para 267.263.
Segundo a Fundação Seade, entre as culturas importantes, houve redução na demanda de força de trabalho na cana-de-açúcar, fumo e laranja. Na cana, os empregos caíram 3,3%, de 595.144 empregos para 575.291. Na laranja, os empregos recuaram 1,4%, de 166.900 para 164.527. Para o fumo, a queda foi de 7,1%, de 237.626 para 220.681, acompanhando a queda de 6,7% registrados na área plantada.
Por região, o maior crescimento foi registrado no Nordeste, de 11,5%, indo de 2.206.643 empregos registrados em 1999 para 2.460.771 em 2000. O Centro-Oeste também registrou crescimento na mão-de-obra, de 2,9%, de 407.750 para 419.605. No Sudeste, o crescimento foi de apenas 0,2%, de 2.028.797 para 2.033.372 empregos. No Norte e Sul, houve queda do números de empregos no campo, respectivamente de 2,1% e 1,4%.


