Os trabalhadores portadores de doenças graves ou degenerativas, bem como os aposentados por incapacidade para o trabalho, vão poder sacar o dinheiro correspondente à correção monetária devida ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na frente dos outros e sem obedecer a escala de valor negociada pelo governo com trabalhadores e empresários. Essa é uma das modificações que o deputado Luiz Antônio Medeiros (PFL-SP), disse que fará no projeto de lei complementar encaminhado pelo governo para pagar o expurgo praticado nas contas do FGTS.
O deputado é o relator da matéria e está preparando o substitutivo que será votado já na próxima quarta-feira, na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. O projeto tramita em regime de urgência e Medeiros espera que ele possa ser votado rapidamente em plenário para ser sancionado pelo Presidente da República no dia 1º de maio. Terminou ontem o prazo para o encaminhamento de emendas para o relator.
Medeiros participou, juntamente com o presidente da comissão, deputado Freire Júnior (PMDB-TO), de uma audiência pública com representantes dos trabalhadores e empresários. Como a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e Central Única dos Trabalhadores (CUT) não compareceram, o deputado marcou outra reunião para a próxima terça-feira.
Segundo o deputado outra modificação é a que estende para os trabalhadores com até R$ 2.000,00 a receber por conta do expurgo o pagamento sem deságio algum. No projeto do governo apenas os trabalhadores que têm até R$ 1.000,00 a receber não entram no deságio, que vai de 10% a 15% dependendo do montante a receber.

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