Curitiba - Fazer inscrição para o vestibular é uma tarefa que exije esforço e pesquisa. A oferta de cursos está maior e as mudanças sociais e tecnológicas são fatores importantes na inserção das novas áreas e na valorização do atual mercado de trabalho, cada vez mais dinâmico e exigente. É o caso de Mecatrônica, que integra mecânica, eletrônica, computação e controle de sistemas.
De acordo com o professor Milton Luiz Polli, coordenador do curso na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o profissional desta área trabalha com automação de equipamentos e processos industriais de um modo geral, como, por exemplo, em implantações e execuções de sistemas em indústrias que podem ter como foco a produção robótica, automotiva, de metal, petrolífera, siderúrgica, entre outras, além de áreas de pesquisa e empresas que prestam assessoria, implantação e manutenção de sistemas mecatrônicos em plantas industriais.
Polli explica também que o recém-formado vai encontrar muitas oportunidades de trabalho. ''Não posso precisar o salário inicial do tecnólogo em Mecatrônica Industrial, mas estimo que esteja na faixa de R$ 2.000 a R$ 4.000'', afirma.
O perfil do jovem que presta vestibular para esta área é formado, basicamente, por aqueles que têm facilidade em disciplinas como matemática e física e com ciências exatas de um modo geral, como ocorreu com o acadêmico Luiz Felipe Kopik Coura, que está no quarto ano de Engenharia Mecatrônica, na Pontifícia Universidade Catolica (PUC), em Curitiba. Ele conta que, no ensino médio, sempre teve facilidade com as áreas de exatas e usou este fator para escolher o curso para o qual prestaria vestibular. ''Eu sabia que seria alguma engenharia, mas a possibilidade de trabalhar com automação e robótica me levou a escolher Mecatrônica'', revela.
Sobre as expectativas para o mercado de trabalho, o estudante diz conhecer o campo de atuação que a profissão oferece. ''Faço estágio há algum tempo e pretendo fazer uma pós-graduação no exterior, em processos automotivos'', completa.
Já o acadêmico Bruno Silva Biasotto, do terceiro ano de Mecatrônica da PUC, afirma a curiosidade o levou a escolher o curso. ''Desde a infância, sempre tive o interesse em saber como tudo era produzido e como funcionavam os mais diferentes sistemas, por isso escolhi Mecatrônica''. Ele conta também que tem esperança no mercado de trabalho: ''O profissional formado nesta área vai ter seu trabalho reconhecido''.

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