O ministro da Fazenda, Pedro Malan, anunciou um acordo entre os países do Mercosul para a adoção de metas e mecanismos de convergência macroeconômica, baseadas nas estatísticas harmonizadas pelo Grupo de Monitoramento Macroeconômico. Os países decidiram adotar metas de inflação, variação da dívida fiscal líquida do setor público consolidado, variação da dívida líquida do setor público consolidado, variação fiscal de fluxo (indicador da dívida fiscal líquida do setor público consolidado ou necessidades de financiamento). A meta comum para este item, a partir de 2002, fixa um valor máximo de 3% do PIB para todos os países.
Para a inflação, o grupo estabeleceu um valor máximo de 5% ao ano no período de 2002 a 2005. Malan informou também que o Mercosul definirá um núcleo inflacionário (core inflation) que será projetado e publicado a partir de 2003. A partir de 2006, a tendência do núcleo inflacionário não será superior a 3% ao ano.
O grupo também definiu que a relação da dívida líquida do setor público consolidado sobre o PIB terá uma trajetória declinante em médias trienais já no período de 2005 a 2007.
Os presidentes do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, e da África do Sul assinam durante a reunião de cúpula dos presidentes do Mercosul, que começa hoje em Florianópolis, um acordo que dará início às negociações para a criação de uma área de livre comércio entre os dois países.

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