Mauá da Serra colhe feijão tolerante à seca
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sexta-feira, 19 de abril de 2002
Reportagem local 
A seca tem castigado as lavouras de feijão e milho safrinha no estado do Paraná. No entanto, variedades de feijão do Iapar, tolerantes ao déficit hídrico, mantiveram alto rendimento.
Na próxima segunda-feira, em Mauá da Serra (54 quilômetros ao Sul de Apucarana), os produtores Haroldo Uemura e Humberto Uemura iniciam a colheita de uma área de 70 alqueires das variedades Iapar 81, tipo carioca, e IPR 88, Uirapuru (feijão preto), ambas criadas e recomendadas pelo Instituto, órgão do governo do Estado, vinculado à Secretaria de Agricultura.
Tanto a pesquisadora Vânia Moda-Cirino como produtor Haroldo Uemura estão prevendo uma produtividade de 90 a 100 sacas por alqueire (2.600 kg por ha). As variedades têm potencial para 120 sacas por alqueire, em condições normais.
A colheita na fazenda dos Uemura é mecanizada. As variedades Iapar 81 e IPR 88, além de altamente produtivas, têm arquitetura (porte) ereto, facilitando a colheita por máquinas.
Os dados de Mauá da Serra e outras regiões mostram que a produtividade das variedades - pesquisadas desde o início dos anos 90 -, mesmo enfrentando veranicos, como este ano, é bem mais alta do que a média das boas lavouras de feijão do Paraná, aquelas que também usam tecnologia, mas na média não passam de 70 sacas por alqueire.
A planta ereta tem inseção de vagens mais distantes do chão, o que ajuda a garantir a boa qualidade do grão. Uma nova variedade, com características semelhantes mas ainda mais produtiva está pronta para ser registrada. Com esse material genético - tolerante à seca e a algunas doenças mais comuns - o Paraná pode ampliar sua produção de feijão e ganhar mais competitividade no mercado.


