Mau sinal
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
Agência Estado 
São Paulo Duas das maiores operadoras de telefonia atuantes no Brasil tiveram resultados aquém do esperado no primeiro trimestre do ano, segundo balanços divulgados pelas empresas ontem. A Tim encerrou o período com lucro líquido de R$ 127,907 milhões, o que representa uma queda de 59,7% sobre o mesmo período do
ano passado. E a Oi registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 1,644 bilhão, 268% maior que o de R$ 447 milhões no mesmo período de 2015, impactado principalmente pelo resultado financeiro. Este foi de R$ 1,903 bilhão, 49,9% maior que no mesmo trimestre do ano anterior, quando era de R$ 1,269 bilhão.
A Tim também reportou em seu balanço financeiro o dado no critério normalizado, para custos temporários de recursos humanos e despesas gerais e administrativas (G&A), com queda de 54,5% na mesma comparação, para R$ 144,403 milhões. A administração explicou que essas despesas cresceram 1,6% em um ano, "devido aos custos de transformação associados ao processo de mudança de sede, apesar das fortes iniciativas de cortes de custos, especialmente em serviços terceirizados no âmbito do Plano de Eficiência", mas que excluindo esse efeito a linha seria de R$ 137 milhões, queda de 4,3% anual. O plano de eficiência de custos alcançou 45% da meta trianual de R$ 1 bilhão, segundo o informe de resultados.
A companhia anotou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,120 bilhão, recuo de 16,6% ante o primeiro trimestre de 2015. Já no critério normalizado (ainda sobre RH e G&A), a queda foi de 13,5%, para R$ 1,162 bilhão.
A margem Ebitda caiu para 29,1%, de 29,5% no primeiro trimestre de 2016, e o mesmo indicador normalizado foi de 30,2%, aumento de 0,6 ponto porcentual. A receita financeira soma R$ 3,854 bilhões, 15,3% abaixo do mesmo intervalo do ano anterior. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 68,822 milhões, 7,8% menor que no mesmo período do ano passado.
Como era esperado pelos analistas, a Tim apresentou queda no lucro líquido e no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do primeiro trimestre. Entretanto, o resultado, de R$ 127,907 milhões, que representa uma queda de 59,7% sobre o mesmo período do ano passado, veio 42% menor que a média das projeções de cinco casas ouvidas pelo Broadcast (Citi, Credit Suisse, Itaú BBA, JPMorgan e UBS), que seria de R$ 221,2 milhões.
Oi
O Ebitda da Oi foi de R$ 1,776 bilhão no primeiro trimestre de 2016, uma queda de 12,2% sobre o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda caiu 2,4 pontos porcentuais, para 26,1%. A receita líquida da operadora caiu 4% no período, para R$ 6,755 bilhões.
A dívida bruta consolidada da Oi chegou a R$ 49,371 milhões no primeiro trimestre do ano, aumento de 42,5% na comparação com o mesmo período de 2015 e queda de 10,2% ante os três últimos meses de 2015. A empresa informou que a queda ante o último trimestre do ano passado foi explicada principalmente pela amortização de principal e juros no valor de R$ 6,593 bilhões no período.
Sobre a elevação na comparação anual, declarou que os ativos e passivos da subsidiária Portugal Telecom International Finance (PTIF) não integravam o endividamento consolidado da Oi no primeiro trimestre de 2015, pois estavam classificados como "operações descontinuadas".
Já a dívida líquida da companhia ficou em R$ 40,84 bilhões em março deste ano, 25% maior do que o total do mesmo mês em 2015 (R$ 32,56 bilhões) e 7% superior aos R$ 38,15 bilhões registrada em dezembro de 2015.
Segundo a empresa, as retrações ocorreram devido a uma melhora no perfil de pagamento dos clientes. As provisões para devedores duvidosos corresponderam a 1,9% da receita líquida das operações brasileiras no período.


