Embora tenha ampliado sua linha de financiamento, o mercado acordou sem humor algum por que o Federal Reserve (Fed) não ajudou a salvar o Lehman Brothers, repetindo o que havia feito com o Bear Stearns, em março. Assim, o quarto maior banco de investimentos norte-americano ficou à deriva e teve que pedir concordata.
  O terceiro maior banco, o Merrill Lynch, acabou se livrando de ser o próximo da fila ao ser vendido para o Bank of America (BofA), que não quis perder a viagem e arrematou a instituição. O BofA era um dos cotados a levar o Lehman, assim como o Barclays, mas ambos declinaram quando souberam que o Fed não injetaria dinheiro para a compra.
  Além dos bancos, o setor financeiro também teve uma seguradora como protagonista dos problemas. A AIG está tentando conseguir dinheiro para sua operação e já obteve autorização do Fed de Nova York para o acesso a US$ 20 bilhões em capital de suas subsidiárias para cobrir suas necessidades operacionais. Uma reunião entre a empresa, o Fed-NY, o Tesouro dos EUA e autoridades reguladoras do setor de serviços acontece esta tarde, ainda sem desfecho.
  Para hoje, o dia deve ser de mais turbulência segundo analistas, com a abertura do mercado japonês, que ontem não operou devido a um feriado. Segundo o Wall Street Journal, diversos bancos japoneses estão entre os principais credores bancários do Lehman Brothers. ‘‘O tombo foi muito grande para passar em um dia. Vai ter muito fundinho quebrando. Os efeitos ainda serão longos’’, resumiu o gestor-gerente da Infinity Asset, George Sanders. (A.E.)

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