Material escolar é alvo de fiscalização do Ipem


Viviani Costa - Grupo Folha
Viviani Costa - Grupo Folha

Fiscais do Ipem-PR (Instituto de Pesos e Medidas do Paraná) coletaram amostras de produtos que fazem parte da lista de material escolar para serem periciados no laboratório do órgão em Londrina. A inspeção faz parte de uma ação nacional para coibir a venda de itens irregulares e multar fabricantes ou importadores.


Nas últimas duas semanas, a equipe do Ipem-PR esteve em 14 estabelecimentos comerciais da cidade. Amostras de 32 itens foram coletadas e 352 unidades foram recolhidas para a realização de testes e verificação da quantidade anunciada e posta à venda.




O gerente do Ipem-PR em Londrina, Marcelo Trautwein, alerta que ao menos seis itens recolhidos desde o início da operação (quatro tubos de cola e duas massas de modelar) apresentaram peso menor do que o indicado na embalagem. Todos os produtos foram retirados das prateleiras.


“Coincidência ou não, esses são todos importados da China. Os importadores serão notificados para que um representante possa acompanhar a realização das perícias a partir da próxima semana”, explica.


Mais de cem itens foram fiscalizados. Trautwein ressalta que os consumidores precisam estar atentos a presença da marca de certificação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), além da indicação da faixa etária. Os dois selos devem constar na embalagem de cada produto.


“A certificação é um símbolo do Inmetro com o número do selo. Esse certificado garante para o consumidor que o produto foi testado nos laboratórios do Inmetro e não tem uma química pesada como chumbo ou mercúrio que poderia causar uma toxidade ou alergia. O selo indica também que esses itens passaram por testes de resistência e que não lascam, não apresentam partes pontiagudas ou cortantes. Somente com esse certificado os produtos podem ser comercializados no país. É importante observar também a faixa etária para não comprar um produto inadequado para a criança”, destaca.


Na manhã desta sexta-feira (24), último dia de operação, os fiscais estiveram em um estabelecimento da região central de Londrina. Amostras de outros três produtos (duas massas de modelar e um corretivo líquido) foram recolhidas para perícia.


Para o gerente da loja inspecionada, a fiscalização traz mais segurança aos consumidores que podem optar entre produtos de qualidade. “Toda fiscalização é válida até mesmo para resguardar o consumidor de estar levando aquilo que realmente escolheu. Nós não produzimos esses itens, mas compramos de fornecedores acreditando que o que está marcado na embalagem é o que é válido. Se houver algum tipo de irregularidade, providências serão tomadas”, garantiu Roberto Rocha.


A multa aplicada ao fabricante ou importador de produtos irregulares pode chegar a R$ 1,5 milhão. Quando não há a identificação do fabricante ou importador, os lojistas também podem ser autuados. Denúncias de suspeitas de irregularidades podem ser feitas por meio do telefone 0800-6450102.


(Matéria atualizada às 14h50)

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