Pesquisa divulgada ontem pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), em parceria com a Ibope Inteligência, mostra que as vendas de materiais para construção no varejo registraram queda de 5,5% em junho em relação a maio - o primeiro declínio em 15 meses. Na comparação com junho do ano passado, porém, houve alta de 6,5%, e no acumulado do semestre, as vendas no segmento cresceram 8% sobre igual período do ano passado.
No Paraná, segundo a Federação das Associações de Comerciantes de Material de Construção (Fecomac) - que tem 4.100 lojas associadas -, o comportamento das vendas reflete a situação nacional. A justificativa é que os jogos da Copa do Mundo interferiram na movimentação do setor em junho. Mas a expectativa é de reaquecimento nas vendas a partir deste segundo semestre.
''Embora seja ano eleitoral e isso gera uma expectativa nas pessoas quanto às mudanças que estão por vir, a tendência do mercado da construção é de crescimento'', constata Adriano Montanari, presidente da Fecomac. Ele considera que os incentivos do governo federal, com o controle da inflação e a prorrogação até dezembro do IPI para materiais de construção, devem contribuir para um cenário positivo e a establidade dos preços.
Para Marcelo Carani, presidente da Associação de Comerciantes de Material de Construção (Acomac) de Londrina e região - que envolve cerca de 200 lojistas -, o crédito facilitado tem contribuído para o aquecimento das vendas. ''Hoje é possível conseguir liberação imediata de crédito, por exemplo, por meio do Construcard (da Caixa Econômica) para construir ou reformar'', observa.
Valdeci da Silva, que preside a Acomac de Maringá e região - com 1.200 associados -, diz que há uma ''certa pressão'' pelo aumento dos preços por parte de alguns fornecedores por causa da demanda aquecida. ''Devido à demora do governo em anunciar a prorrogação do IPI, alguns fornecedores se apressaram em reajustar seus preços. Mas esperamos que isso não aconteça daqui para a frente para não frustrar o poder de compra do consumidor'', afirma.

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