Curitiba- O deputado Fernando Ferro não estava ontem em Brasília e não foi encontrado pela reportagem da Folha. A assessoria informou que ele estava em Pernambuco e que retornaria na segunda-feira. Na justificativa do substitutivo, ele pondera que os estados e municípios recebem R$ 1,3 bilhão de compensação financeira pela produção de energia elétrica. Portanto, o próprio setor seria capaz de proporcionar recursos financeiros para recuperar o meio ambiente, os recursos hídricos e promover o desenvolvimento de bacias hidrográficas. Ele pontuou que outras bacias como a do Paraíba do Sul, no Paraná, precisariam de medidas de recuperação e manutenção da qualidade das águas. No entanto, as incertezas climáticas do Rio São Francisco demonstrariam que a intervenção ambiental é urgente e depende de recursos financeiros.
A PEC deveria ter sido votada antes do dia 21 de outubro. Entretanto, no dia 24 foi prorrogado o prazo para funcionamento da Comissão Especial que analisa o assunto e a votação da matéria ficou marcada para depois de 20 sessões corridas (aproximadamente para o dia 1º de dezembro).
A assessoria de imprensa da Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou ontem que apenas o Paraná é que perderia com a retenção destes recursos de compensação financeira, na medida em que os recursos são geridos pelo governo do Estado. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) só deverá se manifestar sobre o tema após a votação da matéria na Câmara Federal. (L.P.)

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