Curitiba - O Paraná conta com uma empresa que produz 200 a 300 toneladas de torres para telefonia celular e fixa, tem 108 funcionários, vai fechar o ano com um faturamento bruto de R$ 15 milhões e ainda exporta 25% da produção para África e Argentina. A C.A.W. é o fruto de muito trabalho e do empreendedorismo do matemático Carlos Alberto Werner. Ele começou a vida profissional como funcionário da Siemens onde trabalhou durante 11 anos na área de manutenção elétrica.
''Saí da Siemens e fui para a BrasilSat, do outro lado da rua para trabalhar com cálculo de estrutura metálica na área de torres'', disse. Em seguida, ele saiu da empresa para lecionar e começou a oferecer os seus serviços de cálculo para empresas do setor. Mas, o que alavancou os projetos de Werner foi a aposta da empresa Lucent Technologies no trabalho dele em 1996. A Lucent fez uma encomenda de 42 torres para telefonia, que seriam utilizadas pela operadora de celular TIM. O prazo para entrega era curtíssimo - três meses.
''Eu tinha uma serralheria muito pequena na época. Terceirizei o serviço com algumas serralherias e forneci as 42 torres que estão até hoje em Curitiba. Até entregar as torres eu dormia três horas por noite mas, cumprimos o prazo'', contou. A Lucent pagou, praticamente, à vista, o que deu fôlego para Werner montar a C.A.W. em 1996.
Segundo o empresário, um dos períodos mais críticos foi logo depois que o Sistema Telebrás foi privatizado, no final de junho de 1998. Quem fornecia equipamentos para as empresas de telefonia que venceram o leilão, ficou cerca de nove meses em um período de estagnação, que foi o tempo necessário para que os novos donos das companhias telefônicas pudessem fazer uma avaliação do que tinham comprado. ''Todas as empresas (que forneciam produtos e serviços) do ramo paralisaram e tiveram que buscar outras alternativas'', contou.
Foi exatamente neste período que Werner iniciou a diversificação da linha de produção. O carro-chefe da empresa ainda são as as torres de telefonia mas também são produzidos vários tipos de estruturas metálicas como quadras poliesportivas, galpões de supermercados, indústrias e mezaninos para shoppings. Ainda como parte da diversificação, a C.A.W. estuda a construção de prédios e de grandes coberturas (aeroportos e indústrias) com estruturas metálicas.
Segundo Werner, diversificar a produção é necessário porque hoje o mercado de torres para telefonia vem se desgastando já que grande parte da costa brasileira está suprida do equipamento. No Brasil, são produzidas por mês cerca de 5 mil toneladas de torres. Elas são feitas de aço e têm de 15 a 150 metros de altura mas, a média no Brasil é de 60 metros. Uma torre de 60 metros pesa 13 toneladas e custa R$ 160 mil com instalação. Cada uma demora cerca de 13 dias para ser montada e instalada. A média de vida útil de uma torre é 50 anos.
Hoje, apesar de todo o know-how que a empresa tem, Werner conta que consegue tirar apenas quatro dias de férias. Ele não tem sócios. Para montar a equipe, contou com pessoas que já trabalhavam no mercado e tinham experiência no setor.

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