Massa salarial tem crescimento de 8%
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quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Agência Estado 
Brasília - A massa de salários pagos por empresas e governos no País teve crescimento real de 8% em 2005 em relação a 2004, embora tenha sido criado praticamente o mesmo número de empregos com carteira assinada em cada um desses anos. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho, no ano passado houve 1,831 milhão mais contratações que demissões, o segundo melhor resultado da série histórica do estudo iniciada em 1985. O recorde foi registrado em 2004, com geração de 1,863 milhão de novas vagas formais. em 2004, foram 1,863 novos postos de trabalho.
Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o aumento da massa salarial foi ''razoável'' e pode ser explicado pela elevação do número total de trabalhadores empregados, que cresceu 5,58% em 2005, chegando a 33,2 milhões de pessoas. Além disso, no ano passado houve aumento de 2,14% no valor dos salários médios. Os trabalhadores passaram a receber na média R$ 1.135,35, ante R$ 1.112,06 no ano anterior. Os setores que mais se destacaram nas contratações foram serviços, (609,5 mil), administração pública nos três níveis de governo (444,1 mil), comércio (417,9 mil) e indústria (206,6 mil). A Rais é uma espécie de censo do mercado formal de trabalho e usa informações dos empregadores da iniciativa privada e setor público.
Sobre o ano passado, 2,724 milhões estabelecimentos mandaram dados, o que representou 3,7% a mais do que no ano anterior. Marinho disse que um retrato positivo do mercado formal decorre de crescimento econômico. ''Por isso temos que buscar manter um crescimento sustentado.''
Entre 2003 e 2005, segundo ele, foram abertas no País 7,6 milhões de ocupações se forem considerados os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) que também inclui atividades informais. O ministro aposta que esse número chegará a 8,5 milhões até o final de 2006.
Apesar de o rendimento médio dos homens ter se mantido à frente do obtido pelas mulheres, a diferença diminuiu um pouco em 2005. O salário médio das mulheres teve aumento real de 2,95% contra um ganho real de 1,80% nos salários dos homens. ''Isso se explica principalmente pelo maior acesso das mulheres a cargos de chefia'', afirmou Marinho. Ainda assim, as trabalhadoras ganharam em 2005 o equivalente a 82,1% da remuneração dos homens. No ano anterior, essa relação era de 81,2%.
A maior diferença entre homens e mulheres é encontrada entre aqueles com maior grau de instrução. Com nível superior completo, por exemplo, a mulher recebe 56,9% da remuneração masculina. Os adolescentes entre 16 e 17 anos continuaram tendo a menor oferta de trabalho com carteira assinada, tendo sido criadas apenas 14 mil novas vagas em 2005.


