Massa fresca ganha mercado pela praticidade
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
A grande aceitação no mercado e o bom valor agregado das massas frescas estão fazendo com que muitas rotisserias de bairro se transformem em empresas de alcance regional. Paralelo às grandes marcas, microempresas - muitas vezes familiares - tentam conquistar o cliente colocando no mercado produtos com algum tipo de diferencial.
É o caso da Massas Vovó Dê, que aposta na massa pronta de lasanha e no nhoque de mandioca. ''A tendência é essa: quanto mais pronto o produto e mais fácil de preparar, maior aceitação ele tem'', diz Edinaldo Damas, proprietário da Vovó Dê, localizada no Jardim Coliseu, Zona Norte.
Segundo ele, o diferencial da lasanha é que a massa já vem pronta, só para acrescentar o recheio. ''Tem outras massas no mercado, mas são semi-prontas'', diz. No caso do nhoque, além de o produto já ser cozido, o que tem atraído é o fato de ser de mandioca. ''Não abro mão de utilizar a mandioca (in natura), pois a maioria (que está no mercado) é de batata''.
A lasanha e o nhoque são os carros-chefe da empresa, que produz ainda massa de pastel, rondele e conchiglione. Quando Damas comprou a Vovó Dê, há três anos, a empresa tinha dois funcionários num espaço de 80 metros quadrados e produzia uma média de três mil quilos de massa por mês.
Hoje, são 14 funcionários, área construída de 220 metros quadrados e uma produção entre 15 e 16 mil quilos/mês. Sem revelar valores, o empresário informa que o faturamento atual é ''dez vezes maior''. O mercado também se ampliou: de cozinhas industriais, restaurantes e bufês, a empresa passou a vender para supermercados de Londrina e região.
A venda dos produtos é feita por uma equipe de representantes, alcançando os supermercados regionais. ''Não é fácil entrar nas grandes redes'', reconhece. O próximo passo é produzir talharim e massa de pizza, seguindo a proposta de oferecer produtos cada vez mais acabados. ''A massa pronta de lasanha nos mostrou isso. Foi onde conseguimos nosso espaço'', afirma Damas.
Atuando no setor de alimentos prontos e semi-prontos, a Picinini Massas, localizada no Jardim Primavera, Zona Norte, está prestes a dar o seu terceiro salto. Tudo começou no ano 2000 com a família Picinini vendendo pastel nas feiras livres da Cidade. Além do salgado pronto, passaram a oferecer massa fresca nas bancas e também para pastelarias, o que se expandiu para os supermercados de Londrina e região a partir de 2002.
A empresa foi, então, formalmente aberta, funcionando inicialmente num espaço de 30 metros quadrados com apenas dois funcionários, além da família. Em 2004, a área construída foi triplicada e mais um funcionário contratado - hoje, já são dez pessoas empregadas. No segundo semestre deste ano, a Picinini deve passar a funcionar em imóvel de 480 metros quadrados, no Parque Germano Balan, também na Zona Norte, dobrando o quadro de funcionários.
''O terreno foi doado pela Prefeitura e estamos construindo com recursos próprios. Um investimento de R$ 80 mil'', informa Adriano Picinini, que administra a empresa junto com a mãe Adélia e o irmão Anderson. Eles ainda mantêm as vendas em cinco feiras da Cidade, como forma de manter a tradição e complementar a renda.
Do ano passado para cá, a empresa também colocou no mercado massa semi-pronta para pizza, massa fresca de macarrão (talharim) e salgados assados - neste último caso para abastecer lanchonetes. Agora, estudam a possibilidade de produzir bolo pronto (empacotado).
Hoje, a Picinini produz 20 mil quilos de massa/mês, sendo que 30% correspondem à massa de pastel. Sobre o faturamento, Adriano não informa números, mas acredita que deve dobrar a partir da próxima expansão da empresa. Quanto aos maquinários, ele lembra que a empresa começou com um cilindro e hoje tem ''maquinário completo''. ''Conforme fomos crescendo, fomos investindo'', afirma.


