Masisa admite pessoal e inicia produção este ano
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sexta-feira, 11 de agosto de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O grupo Masisa do Brasil oficializa nesta segunda-feira a contratação de 70 trabalhadores que vão atuar na fábrica de painéis de madeira MDF (Medium Density Fiber) que será inaugurada em dezembro deste ano, em Ponta Grossa. Este será o primeiro grupo de funcionários para a linha de produção da empresa que contará com 90 pessoas nos meses que se seguirão ao início dos trabalhos. Os novos operários foram treinados pela própria Masisa em convênio com o Ministério do Trabalho e Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet).
Entre os funcionários que começarão a trabalhar, um grupo de 36 vai passar uma temporada estagiando em Concórdia (Argentina), onde a Masisa tem uma fábrica. Todos concluíram na semana passada o curso de capacitação e qualidade e por isso receberão o diploma nesta segunda-feira.
Com sua matriz no Chile e filiais na Argentina e agora no Brasil, a Masisa pretende disputar o crescente mercado de MDF no País, hoje absorvido por empresas como a Duratex e Tafisa. Há intenção da empresa de construir uma segunda unidade industrial para fabricar placas OSB (Orient Strand Board). O produto, que é utilizado na fabricação de casas nos Estados Unidos, ainda não é vendido no Brasil.
A fábrica da Masisa será inagurada em Ponta Grossa com dois meses de antecedência, conforme informou o diretor geral da empresa Ítalo Rossi. Com a fábrica brasileira terminaremos com a importação de MDF da Argentina e Chile, afirmou o empresário. Apenas com a importação do produto, a Masisa tem hoje 14% do mercado de MDF. Com a fabricação própria pretende chegar a 30% até 2002.
A Masisa terá uma capacidade total de produção de 240 mil metros cúbicos de MDF ao ano. A empresa espera faturar US$ 65 milhões quando estiver em plena atividade. Para montar sua estrutura em Ponta Grossa a empresa chilena investiu US$ 70 milhões, que deverão ser somados aos US$ 50 milhões reservados para a construção da segunda unidade fabril. Incluindo o investimento em reservas florestais a injeção de recursos no Estado chegará a US$ 150 milhões.


