Mas cesta básica tem maior alta
Mas cesta básica tem maior alta
A cesta básica calculada todos os meses pelo Dieese teve, em agosto, a sua maior variação anual, fechando o mês 5,7% mais cara em relação a julho. O encarecimento fez com que Curitiba ficasse em primeiro lugar entre as demais capitais que tiveram a maior variação positiva na alimentação considerada essencial a um trabalhador. Desde o início do ano, a cesta básica curitiba está 6,8% mais cara, superando a inflação do período que é de 4,6% pelo INPC.
A alta variação da cesta básica foi impulsionada pelo preço do tomate (28%) e banana (11%). Os produtos tiveram oscilações no preço devido à instabilidade climática, que trouxe geadas fortes no início do mês e estiagem no final de agosto.
A carne também teve um peso determinante na composição do preço. Com a redução do abate, houve um aumento imediato no preço de 8,13%, percentual que deve reduzir em setembro, quando está prevista uma redução de pastagem, o que obriga os criadores a abater maior número de animais.
Entre os 13 produtos que compõem a cesta básica, cinco produtos ficaram mais caros e oito tiveram redução de preço. A maior redução foi na farinha de trigo, que ficou 11,4% mais barata, e o arroz, que ficou 5,8%. No caso do trigo, o que houve foi uma reacomodação do preço, que subiu exageradamente em março e abril por causa da variação do dólar. Este ano, o Brasil está importando quase 80% do trigo consumido.
Com o aumento da cesta básica, uma família (casal e duas crianças) precisariam de R$ 308 (2,27 salários mínimos) para satisfazer suas necessidades com alimentação em agosto. A ração alimentar para uma única pessoa fica em R$ 102, o que dá um custo diário de R$ 3,43.
A capital paranaense está em terceiro lugar no ranking das mais caras cidades para comprar os produtos da cesta básica. Em primeiro lugar está São Paulo com R$ 103,65 e em segundo está Porto Alegre com R$ 105,32. A mais barata cesta básica é a de Recife com R$ 79,33 e Goiânia com R$ 81,40.
Na análise das variações, apenas duas capitais (Recife -5,7% e Fortaleza -1,9%) tiveram redução de preço. As outras 14 capitais ficaram mais caras, com a liderança de Curitiba seguida de Florianópolis (5,2%).





