O Governo Federal ainda não autorizou a Capitania Fluvial da Marinha em Foz do Iguaçu a executar ações destinadas especificamente para proteger a fronteira contra a passagem irregular de carne ou animais vivos argentinos e do paraguaios.
O bloqueio antiaftosa nos rios Paraná e Iguaçu, águas que demarcam a tríplice fronteira na região oeste, foi solicitado esta semana pelo secretário Estadual da Agricultura e do Abastecimento, Antonio Poloni. O pedido já está tramitando no Ministério da Agricultura em Brasília, mas necessita de ordem direta do presidente da República.
A corporação da Marinha em Foz atua na segurança do tráfego aquático da fronteira, na proteção à vida e na fiscalização de possíveis focos de poluição ambiental. ‘‘Nossa estrutura também é usada para a formação de oficiais. Atuamos aqui mais como um órgão administrativo que operacional’’, explicou o capitão de fragata, comandante Luiz Carlos Carvalho, reinterando a disposição dos 57 homens e seis embarcações para qualquer assunto de interesse nacional, desde que seja dado aval da presidência.
Ao contrário das ‘‘fronteiras secas’’ a passagem de produtos estrangeiros é canalizada em duas pontes vigiadas por autoridades federais. A equipe de fiscalização do Ministério da Agricultura em Foz continua exigindo que turistas utilizem pedilúvios e rodolúvios.

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