A pesquisa realizada pelo Departamento de Economia da Universidade Estadual de Maringá em conjunto com a Associação Comercial e Industrial da cidade ouviu 86 empresários e 443 consumidores. Entre os empresários, 63,5% se mostram otimistas em relação à economia nacional e entre os consumidores o índice cai para 46,3%.
A pesquisa foi coordenada pelo professor e economista Joilson Dias. Segundo ele, os números revelam que os empresários e consumidores estão mais otimistas em comparação com o ano passado. A maioria dos consumidores acredita no aumento da renda familiar este ano. Entre os empresários, 59% dizem estar satisfeitos com a situação financeira e 40% acreditam no aumento da oferta de empregos.
O presidente da ACIM, Carlos Alberto Tavares Cardoso acredita que as perspectivas para este ano são boas porque no ano passado houve uma série de coincidências que prejudicaram o agronegócio, a base da economia da região. ''Primeiro, a agricultura sofreu com o câmbio alto quando comprou os insumos e com o câmbio baixo quando vendeu seus produtos. A pecuária teve aquele problema com a febre aftosa. E com o advento da gripe aviária, nós tivemos uma diminuição muito grande do consumo da carne de aves na Europa, com redução do preço do produto no mundo inteiro. Estes são eventos que a gente espera que não se repitam este ano'', disse.
Tavares espera que, sem a repetição dos problemas do ano passado, a agropecuária impulsione outros setores da atividade econômica. ''A gente espera que o dinheiro do agronegócio venha a alimentar a economia de Maringá. Esse dinheiro é sempre muito bem vindo. É importante para a economia maringaense continuar crescendo''. (E.A.)

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