Maringá Diante da grande procura por frango caipira e da falta de produção na região, a Prefeitura de Maringá promove hoje um curso sobre criação destas aves. O objetivo é expor sobre as vantagens deste tipo de criação e verificar o grau de interesse dos pequenos produtores para investir na atividade.
De acordo com Lúcio César Kavata, que faz parte da gerência de produção animal da Secretaria Municipal de Agricultura, não existe um levantamento sobre a demanda de frango caipira na região, mas ele acredita que seja significativa em função da falta de produção em grande escala. Conforme Kavata, o incentivo à criação de frango caipira pode ser uma nova alternativa de renda para pequenos produtores rurais de Maringá e região.
Para conhecer melhor a viabilidade deste tipo de criação, técnicos da Secretaria de Agricultura de Maringá estiveram em Francisco Beltrão, onde a produção de frangos caipira é de 5 mil aves por semana. ''E o abatedouro está aumentando a capacidade para 8 mil aves por semana diante da grande demanda'', diz Kavata. Segundo ele, o investimento para iniciar na atividade é baixo. O manejo das aves, conforme Kavata, exige cuidados especiais mas nem se compara com os cuidados dispensados aos frangos de granja.
Basicamente, o produtor rural precisará destinar uma área para ''pastagem'' e construir um abrigo para os animais à noite. Além disso - ao contrário de antigamente quando os frangos caipiras sobreviviam à base de milho - os animais vão receber uma ração balanceada. Em 80 dias, os frangos caipiras estão prontos para o abate.
A maior dificuldade para viabilização do projeto é que não existe abatedouro municipal em Maringá. Mesmo assim, conforme Kavata, os produtores interessados poderão estar fazendo o abate dos animais em Astorga (40 quilômetros de Maringá).
O curso será realizado no Sítio Escola da prefeitura, a partir das 13 horas. O veterinário Paulo Corbário, especialista em avicultura, será o palestrante do evento.

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