O mercado da construção civil de Maringá está em compasso de espera no segundo trimestre, e vem vivendo apenas com as pequenas obras particulares. O quadro causa certa preocupação no setor, que teme a falta de imóveis a médio prazo se não houver uma retomada dos investimentos. ‘‘A construção civil está carente de recursos e de planos descomplicados para novos financiamentos’’, acredita o presidente do Sinduscon-Nor, Paulo Sérgio Magalhães.
Ele diz que hoje cerca de 70% do cimento comercializado na região vai para pequenas obras. ‘‘O varejo está dominando o mercado de material para construção’’, afirma. Magalhães concorda que a cidade possui um estoque de imóveis, tanto para venda como para locação, mas alerta que as vendas estão estáveis, com tendência para um aquecimento. ‘‘Se isso se concretizar em alguns anos vai faltar imóvel na cidade’’, acredita ele.
Para as empresas do setor, Magalhães aposta na retomada dos investimentos pelo setor público. Ele diz que principalmente o Estado possui muitos projetos em estudos e aguardando financiamento. ‘‘Se todos os planos anunciados até agora forem colocados em prática, o mercado da construção civil será retomado, o que já deveria ter acontecido há pelo menos um ano’’, acha Magalhães. Ele lembra que o Paraná tinha o melhor sistema de telefonia do País, e a falta de investimentos deixou o setor atrás de diversos estados. ‘‘Temos agora que recuperar este atraso’’, defende.
O presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Maringá (Aeam), José Joaquim Rodrigues Júnior, diz que o reflexo da falta de investimentos na construção na cidade está no número de empresas do ramo fechadas. Ele calcula que há 10 anos Maringá tinha pelo menos 60 construtoras. ‘‘Hoje são entre 15 a 20 em franca atividade, o que mostra a retração do mercado’’, afirma.
Ele acredita em uma saída apenas a longo prazo. ‘‘Estamos vivendo um período de adaptação a uma economia estável, e acredito que só depois desse período teremos a volta dos investimentos na construção civil’’, diz Rodrigues.

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