Gianoto espera
convencer governo
da viabilidade
do empreendimentoO prefeito Jairo Gianoto (PSDB) quer agilizar a criação da Zona de Processamento Aduaneiro (ZPA) em Maringá. Gianoto estará hoje, junto com o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Miguel Fuentes Salas e com o deputado estadual, Joel Coimbra, reunido com o secretário de Estado da Fazenda, Giovani Gionédis, em Curitiba.
O objetivo da audiência com Gionédis será definir junto ao governo do Estado a viabilização da ZPA, cujo projeto já foi aprovado pelos próprios técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda. O governador Jaime Lerner também já endossou o projeto em maio deste ano, durante a posse do Codem.
Gianoto, Salas e Coimbra esperam convencer o governo sobre a viabilidade do projeto apresentando uma lista de grandes empresas interessadas em transferir seus negócios para Maringá assim que a ZPA estiver em funcionamento.
Na prática, a ZPA funcionará como uma área fiscal diferenciada, oferecendo vantagens fiscais para as empresas importadoras. Entre os benefícios previstos está a dilatação dos prazos para recolhimento do ICMS dos produtos. As empresas instaladas em Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari e Paiçandu serão beneficiadas com a ZPA.
Conforme Salas, a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio tem recebido cerca de 40 pedidos de informações por mês sobre a ZPA, de empresas instaladas em todo País. ‘‘A ZPA vem ao encontro das necessidades de uma região deprimida com o desemprego e que já foi o maior distribuidor de secos e molhados do País’’, garante Salas. Segundo ele, existe em Maringá muitos barracões fechados que podem ser usados pelas empresas que querem se instalar na cidade.
Um recente estudo feito por técnicos de Maringá revela que o Paraná perde R$ 155 milhões por ano de ICMS, que são recolhidos em guia nacional e não ficam no Estado. A ZPA dará condições para que uma parte do ICMS seja recolhido para o Estado e deverá aumentar também a participação do município. Para que seja criada a ZPA em Maringá é preciso que o governo baixe um decreto regulamentando a atividade, que funcionaria no atual Porto Seco.

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