Maringá forma comissão para discutir a Alca
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sexta-feira, 21 de junho de 2002
Lucinéia Parra<BR>Equipe da Folha 
Maringá - Representantes de várias entidades da sociedade civil, lideranças comunitárias e estudantes de Maringá devem integrar uma comissão que vai discutir os efeitos da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A primeira reunião do grupo será segunda-feira, às 16 horas, na Câmara Municipal.
Uma das idealizadoras da comissão, a vereadora Silvana Borges (PT), diz que a reunião será o primeiro passo para uma discussão mais ampla sobre as consequências da Alca. Criada em dezembro de 1994, durante a 1ª Cúpula das Américas, em Miami, a Alca reúne propostas de 34 países das Américas e consiste na abertura da fronteira comercial. Para a vereadora, a Alca na verdade será um grande desastre para os países da América Latina e um negócio fabuloso para os Estados Unidos.
Ela avalia que além de aumentar o desemprego, a abertura da fronteira vai acabar com os direitos trabalhistas e colocar a tecnologia brasileira nas mãos de multinacionais. Podemos perder o controle energético da água e a nossa grande reserva de biodiversidade, a Amazônia, justifica.
Conforme a vereadora, com a Área de Livre Comércio, os Estados Unidos vão poder vender seus produtos para os outros países com enormes benefícios. Mas duvido que os Estados Unidos vão adquirir os nossos produtos, porque já conhecemos o sistema protecionista dos americanos, prevê.
A partir da reunião de segunda-feira, o objetivo é realizar mais dois encontros para a discussão do tema. Queremos preparar a comunidade para o plebiscito que deve ser realizado em todo País em setembro, explica.


