Maringá 'exporta' a idéia da Universidade do Varejo
Marta Medeiros
De Maringá
A Regional Noroeste da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras) vai mostrar no Congresso Brasileiro dos Supermercados a partir desta segunda-feira, dia 13, no Rio de Janeiro, a Universidade do Varejo, iniciativa pioneira de profissionalização do setor desenvolvida em Maringá. O congresso é considerado o segundo maior evento do mundo do setor supermercadista e será realizado até o dia 16 no RioCentro, reunindo representantes de todo o País.
Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Jeferson Nogaroli, diretor da Apras e idealizador da Universidade do Varejo, o objetivo da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) promotora do evento no Rio, é mostrar o modelo de trabalho desenvolvido em Maringá e tentar levar a idéia para outras regiões brasileiras que estejam sentido a necessidade de investir em capacitação. A universidade é importante porque contribui para o desenvolvimento do processo de profissionalização do pessoal de varejo, destacou Nogaroli em entrevista à Folha. Desde que foi inaugurada, em maio deste ano, a Universidade do Varejo formou turmas de empacotadores, operadores de caixa e cartazistas, além de oferecer cursos na área de informática e controle de roedores. O projeto da universidade está em fase de expansão em Maringá e tem o objetivo de ampliar o treinamento nas áreas de recebimento, armazenamento e estocagem de produtos e técnicas de abordagem do público e degustação de produtos.
Exigimos da pessoa que se forma um padrão mínimo de qualidade no atendimento ao cliente e os supermercados que contratam a mão-de-obra, que foi ensinada e treinada na nossa universidade, sabem que vão poder contar com um profissional de primeira, preparado para a função, explica o diretor da regional Noroeste da Apras.
Segundo Nogaroli, a universidade cujo espaço se parece com um mini-mercado conta com o apoio da iniciativa privada, poder público e entidades locais, incluindo Polícia Militar e Corpo de Bombeiros em aulas de ética, moral e segurança. A universidade beneficia supermercados, mas deve começar também um trabalho de treinamento junto a grandes empresas do setor atacadista, adianta.
Além de funcionários de supermecados que participam de palestras e treinamentos práticos, a universidade abriga nos cursos profissionalizantes também menores carentes e jovens desempregados em busca de uma especialização. Para se ter um idéia, um supermercado leva de três a quatro meses para treinar um empacotador, normalmente. Na Universidade do Varejo, esse mesmo profissional sai em um mês com um excelente padrão de atendimento, garante Nogaroli.





