Maringá é 2ª do PR com posto do INPI
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quarta-feira, 16 de dezembro de 1998
Lucinéia Parra 
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) inaugurou ontem, em Maringá, a quarta agência do órgão no País. As duas primeiras foram instaladas em São Paulo e uma em Curitiba. O objetivo é criar 100 agências no Brasil até o ano 2000. O INPI é responsável pela concessão de registros de marcas e patentes. Com a abertura de novas agências, o objetivo é aumentar o número de registros de marcas e patentes, garantindo aos empresários segurança no controle de seus produtos e empresa.
Atualmente, apenas 15% das empresas instaladas no Brasil, têm registro de marcas e patentes. No Paraná, apenas 6% das empresas possuem este tipo de registro. A agência do INPI em Maringá vai funcionar em uma sala do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). De acordo com o presidente do Ipem, Juraci Barbosa Sobrinho, a expansão das agências do INPI vai permitir maior divulgação sobre os trabalhos desenvolvidos pelo órgão e garantir o acesso dos empresários a uma informação mais rápida sobre o processo de registro de marcas e patentes. As novas agências vão agilizar a informação sobre todo processo de registro porque praticamente o empresário terá um atendimento personalizado, disse.
Para o coordenador nacional do projeto de expansão das agências, Emanuel Vieira, o baixo número de empresas com nomes registrados se deve a dois fatores fundamentais: o serviço não é obrigatório; e o acesso às informações e apresentação dos documentos é difícil. O empresário, ou a pessoa que criou um produto, raramente vai até a capital para registrar a marca e a patente até porque ele acredita que isso não é importante, explicou. Segundo ele, o registro é importantíssimo para garantir ao empresário e dono da marca o direito de explorá-la sem correr o risco de ser pirateada. Queremos conscientizar as pessoas, principalmente empresários e criadores, sobre a importância do registro de marcas e patentes para protegê-los da pirataria, explicou.
Com a mudança do perfil da economia do Paraná a partir do crescimento do segmento industrial e com o Mercosul, as empresas, conforme Vieira, precisam se proteger e garantir o direito de exploração das suas marcas e produtos. Quem hoje tem um produto de sucesso no mercado com imagem reconhecida pelo público e ainda não registrou sua marca está correndo um grande risco. O risco de em pouco tempo ver sua marca pirateada, concluiu.


