Para incentivar a expansão da cogeração de energia elétrica pelas usinas sucroenergéticas paranaenses e suprir a demanda estadual a partir do aproveitamento de bagaço e da palha da cana-de-açúcar – fontes renováveis -, Maringá sedia hoje o 1º Simpósio de Biomassa e Cogeração de Energia. A iniciativa é da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar) em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Companhia Paranaense de Energia (Copel) e governo do Estado. O evento acontece das 8 horas às 18 horas, no Hotel Deville.
Um estudo encomendado por Alcopar e Faep aponta que é grande o potencial para a produção de energia de biomassa no Estado, com as vantagens de demandar um investimento relativamente baixo e sem impacto ambiental. Das 27 unidades que integram o setor bioenergético estadual, 13 já têm capacidade instalada para processar mais de 1,8 milhão de toneladas de cana por ano, volume mínimo para viabilizar a cogeração. Elas poderiam oferecer ao Sistema Elétrico Interligado o equivalente a 1,2 turbina das 12 existentes na Usina de Itaipu. Isto, segundo dados da Copel, seria o suficiente para suprir toda a demanda, em megawatts médios, de Curitiba e Maringá juntas.
Para o presidente da Alcopar, Miguel Rubens Tranin, a cogeração representaria um aumento de 15% a 20% no fluxo financeiro das empresas. De acordo com Tranin, com o aumento do plantio de cana e o uso de novas técnicas, as 13 unidades poderiam ampliar a oferta de energia elétrica para 3.251 gigawatts (GW) hora/ano até 2020.

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