A localização de Maringá (Região Noroeste) com relação ao Mercosul e aos grandes centros consumidores brasileiros está sendo usada pelo empresariado local para atrair investimentos. O primeiro deles foi a inauguração, neste mês, de um show room da Província de Santa Fé, da Argentina, para comercializar por atacado produtos industrializados. ''Nosso pólo econômico será como uma porta de entrada para a Região Sudeste'', explica Marcos Capellazzi, superintendente do Porto Seco Norte do Paraná (localizado em Maringá). Os produtos ficam armazenados no porto seco até a sua venda.
A diretoria do empreendimento iniciou no ano passado um trabalho de divulgação da região na Argentina como forma de atrair investimentos. Cinco províncias já foram visitadas e ainda há viagens agendadas. ''Os argentinos não conhecem a nossa estrutura, quando eles pensam em vir para o Brasil ainda pensam em São Paulo. Mostramos a eles que instalar uma empresa aqui ou em Londrina é mais barato do que em São Paulo'', explica Capellazzi. Na sua avaliação, a principal dificuldade logística está no transporte aéreo, de cargas e de passageiros.
''Se tivéssemos um aeroporto para toda a região não haveria deficiências e atenderia as duas cidades. Um aeroporto de cargas internacional na região concorreria até com São Paulo e Campinas, que estão estrangulados'', diz o superintendente. Segundo ele, inclusive, a liberação de uma mercadoria seria mais rápida pela região do que nos aeroportos maiores devido ao menor movimento. Ele também avalia que falta integração entre os modais ferroviário e rodoviário, das altas tarifas de pedágio e que também não há parques industriais nos municípios aptos a receber indústrias.
As falhas na infra-estrutura logística devem ser resolvidas, segundo ele, pela iniciativa privada, que deve tratar o problema como negócio. ''A falta de logística deve ser encarada como oportunidade para a iniciativa privada, mas faltam projetos'', argumenta Capellazzi. Segundo ele, até julho o grupo deverá anunciar investimentos na região na área de comércio exterior. Com relação à logística regional, o superintendente diz que a estrutura está acima da média nacional, mas abaixo de centros como Curitiba, Joinville, Itajaí, São Paulo e Rio de Janeiro. (F.M.)

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