A Marfrig e a JBS confirmaram ontem, por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a venda de determinadas participações societárias em sociedades que a Marfrig detém na unidade de negócios Seara Brasil à JBS e 100% do capital da sociedade que detém no negócio de couro no Uruguai (Zenda), por R$ 5,85 bilhões, conforme antecipado pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Segundo o comunicado, o valor será pago por meio da assunção de dívidas da Marfrig pela JBS.
Segundo as empresas, o contrato está condicionado à aprovação pelas autoridades competentes, incluindo o Cade. A operação já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as empresas.
A Marfrig informa ainda que a venda desses ativos tem por objetivo reequilibrar a estrutura de capital da empresa e reforçar seu foco no Brasil na área de carne bovina, de distribuição e o redirecionamento estratégico ao segmento de "food service" e acelerar o crescimento de sua plataforma internacional.
Já a JBS destaca que com a operação cria já de início a 2ª maior plataforma de carnes processadas no País, abrindo espaço para captura de sinergias. Segundo a empresa, a aquisição está alinhada à estratégia de agregação de valor e construção de marcas da JBS.
A JBS informa também que convocará oportunamente assembleia geral extraordinária para fins de conhecimento e ratificação da operação e manterá seus acionistas informados sobre a aplicação ou não do direito de retirada.
O presidente da Marfrig, Sérgio Rial, disse que a negociação para a venda da Seara Brasil à JBS não teve envolvimento de bancos. O executivo afirmou que a Marfrig continua em bovinos, com um faturamento de R$ 16 bilhões, o que significa uma redução de um terço após a venda. A Seara Brasil atua em aves e suínos.
Já o presidente da JBS, Wesley Batista, afirmou que o movimento da companhia foi estratégico para agregar valor e expandir o segmento de industrializados.

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