Marcos Elídio Klein, 47 anos, tem uma história de três décadas com carteira assinada na mesma empresa. Ele entrou na Viação Garcia, aos 16 anos, como contínuo e, desde então, passou pelos departamentos financeiro, de tráfego e inspetoria, chegando aos cargos de programador, analista de suporte e gerente de suporte, onde está hoje. O caminho de 31 anos percorrido representa um sonho realizado pelo trabalhador. ''Hoje faço exatamente aquilo que gostaria de fazer, sempre fui fascinado por tecnologia. Trabalho na área que escolhi, numa empresa que considero apaixonante'', diz Klein.
Para conquistar seu espaço profissional, fez diversos treinamentos e formou-se em Processamento de Dados. Evoluiu junto com a empresa, sendo um dos precursores na área de tecnologia na Garcia. Para ele, porém, tanto tempo no mesmo lugar - coisa rara hoje em dia - não significa estagnação. ''Houve momentos em que o mercado me ofereceu outras oportunidades, mas a empresa nunca quis me perder como profissional, me tratou como um talento a ser valorizado'', reconhece.
Ele observa, no entanto, que o mercado hoje é dinâmico, e as empresas assediam mais os jovens profissionais. ''Meu filho de 19 anos, que também atua na área de tecnologia, já passou por quatro empresas em dois anos'', diz.
Casado e pai de dois adolescentes, Klein reconhece a importância do emprego formal em sua vida. ''Quando jovem, não tinha tanto essa noção, mas depois de casado passei a valorizar mais o que a formalização do emprego me oferecia, como esta certa segurança para a família, principalmente na parte de assistencialismo'', observa Klein
Sonhos
Aos 17 anos e cheia de sonhos, Ana Luisa Preto tirou nesta semana a sua primeira carteira de trabalho. ''É uma sensação muito boa de independência, de estar crescendo e me tornando maior de idade. No Brasil que ainda tem desemprego, espero ser uma exceção'', diz. Mais do que um emprego formal, ela busca ser reconhecida e valorizada na profissão que pretende trilhar por paixão e afinidade: a carreira artística.
Ana Luisa faz trabalhos como modelo desde os 4 anos de idade e formou-se na área recentemente. No momento, a carteira de trabalho vai ajudá-la a conquistar o registro profissional e alavancar mais serviços na região, onde já atua como modelo. A garota, porém, quer ir mais longe. Está cursando o primeiro ano da faculdade de Artes Cênicas, com olhos voltados para o teatro dos grandes centros.
''Desde que assisti ao primeiro filme de Charles Chaplin, me apaixonei e decidi que queria ser atriz. Sei que é muito complicado pensar em emprego nesta área. Sei também que terei que comprovar meu talento e, principalmente, correr atrás. Mas tenho certeza que é isso o que quero e me sinto muito à vontade na área'', reconhece com segurança.

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