Marco Zero já é um campo de obras
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
As obras do Complexo Marco Zero, que envolve a construção de boulevard, shopping, torres residenciais e comerciais, hotel, centro de convenções, faculdade e hospital, começam hoje. Ontem, o terreno da Antiga Anderson Clayton, na zona leste de Londrina, começou a receber máquinas e tratores para dar início à primeira etapa do empreendimento, a de infra-estrutura - rede de energia, esgosto, continuação da avenida dos Pioneiros e duplicação da rua Santa Terezinha, ambas vizinhas ao Complexo -, o boulevard e a construção do shopping.
Segundo o gestor do Marco Zero, Raul Fulgêncio, o início das obras foi atrasado porque dependia de licenças ambientais. ''Agora está tudo regularizado'', afirmou Fulgêncio. A previsão é que o local seja inaugurado em março de 2010. As obras do restante do empreendimento, segundo ele, devem acontecer por etapa. No período de construção devem ser criados perto de 1,1 mil postos de trabalho.
No conjunto, o espaço Marco Zero ocupa uma área com aproximadamente 250 mil metros quadrados: o espaço do boulevard, do shopping, dos condomínios e demais empreendimentos; 20 mil do Teatro Municipal; 39 mil do Marco Zero - esses dois últimos terrenos foram doados para a Prefeitura Municipal - e 85 mil m2, ainda sem projetos definidos.
Essas áreas remanescentes começam a ser negociadas hoje pela Imobiliária Raul Fulgêncio. Em setembro, inicia-se a comercialização dos espaços do shopping. O local vai contar com 35 mil m2 de Área Bruta Locável (ABL), quase 200 lojas, praça de alimentação, salas de cinema e cerca de 2 mil vagas de estacionamento.
''Esse é um dos maiores empreendimentos imobiliários do Sul do País. E vai ser cartão postal de Londrina'', disse Fulgêncio. Sobre as características do espaço, ele ainda destaca que o local será um condomínio nos moldes europeus. Não haverá, por exemplo, divisão física (como muros) entre os empreendimentos. Os investimentos do Complexo giram em torno de R$ 600 milhões. Só o shopping vai consumir recursos na ordem de R$ 135 milhões, comentou o gestor do local.


