São Paulo - Os supermercados que estão investindo em marca própria precisam ficar mais atentos às donas de casa. Uma grande parte delas têm resistência a esse tipo de produto e preferem as marcas conhecidas. A desconfiança é um pouco maior na classe C e, ao contrário do que se pensa, é menor na classe A.
A Ipsos Brasil, instituto que realiza pesquisas de mídia e consumo de produtos e serviços, perguntou a 13.394 pessoas de nove regiões metropolitanas se ''as marcas próprias não são tão boas quanto às conhecidas''. Metade das donas de casa entrevistadas (50%) concordou com a afirmação. O porcentual subiu para 52% no caso das mulheres da classe C.
O contingente pesquisado nos centros urbanos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Curitiba, Brasília, Fortaleza e Porto Alegre representa uma população de 33 milhões de pessoas, que compram e não compram marcas próprias. Foram entrevistados consumidores de ambos os sexos, acima de 13 anos.
Na média geral, 47% das pessoas concordaram com a afirmação. Na classe A, foram 41%. A faixa etária mais conservadora é a de 40 a 49 anos. Entre os jovens de 13 a 19 anos, a penetração da marca própria é mais fácil, pois 56% das pessoas discordaram da assertiva.
Os supermercados de São Paulo e de Fortaleza são os que mais lucram com o produto, pois nestas cidades a aceitação é maior. Os porcentuais ficaram respectivamente em 43% e 42%. Nas outras regiões, metade dos entrevistados, na media, acredita que a marca própria deixa a desejar com relação às líderes.
A maior resistência da classe média pode ser explicada pela dificuldade desta camada da população em abrir mão de suas marcas. Nesta fatia estão aqueles mais apegados aos nomes que elegeu como bons. Entre as cinco classes pesquisadas, a B e C são aquelas que mais raramente trocam de produto. Pelo menos foi o que afirmaram 42% dos entrevistados desta fatia, contra 39% da classe A e 40% das classe D e E. No entanto, a maioria - 60% na média - admitem a possibilidade.
Também é grande o universo de pessoas que gostam de experimentar novidades: 64% dos entrevistados, sendo que a inclinação é maior entre as mulheres (68%) do que entre os homens (59%).

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