Marca Banestado não vai mudar
O Banco Itaú irá multiplicar por dez a sua participação no Paraná após a compra do Banestado, conforme avaliação feita ontem pelo diretor financeiro Rodolfo Fischer. A diretoria ainda não revelou quais os planos imediatos que serão adotados nos próximas semanas, mas garantiu que está descartada a curto prazo a demissão de funcionários e o fechamento de agências. Como está previsto em edital, o Itaú será obrigado ainda a manter a marca Banestado pelos próximos cinco anos.
O Itaú terá também que manter a sede do Banestado no Paraná por período equivalente, no entanto, o banco mudará a estrutura de direção. Segundo Fischer, será extinta a função de presidente, que será substituído por um diretor geral. Ainda não há definição de quem ocupará o cargo.
Fischer afirmou ainda que é cedo para analisar como se dará a integração das operações do Banestado com o Itaú. Quando compramos o Benge e o Banerj isso ocorreu em alguns meses, mas cada banco tem uma situação diferente. Varia conforme a área, afirmou.
Quanto a compra do Banestado, o diretor do Itaú ressaltou que considerou justo o preço que pagou. Ele afirmou que o fator decisivo para arrematar o Banestado foi a quantia de créditos tributários no valor de R$ 1,6 bilhão. Os créditos tributários podem ser abatidos do recolhimento do Imposto de Renda conforme o lucro que o banco tenha no ano. Fischer disse que pesou na decisão a capilaridade de agências no Estado. Como ponto negativo na avaliação do banco, ele citou a quantidade de processos administrativos. (C.M.)





