Neudi Mosconi diz que a eficiência da propriedade agrícola também é obtida com a atualização da tecnologia. Por isso, na semana passada, durante a realização do Show Rural Coopavel, evento de difusão de tecnologia agropecuária, comprou uma colheitadeira de R$ 180 mil da New Holland, financiada pelo Moderfrota, com juros de 10,75% ao ano e prazo de amortização de oito anos. Investimento alto, mas que compensa, segundo ele garante.‘‘Só com o que deixo de perder na colheita, já vale a compra da máquina.’’ Em números conservadores, ele diz que se deixar de desperdiçar uma saca por alqueire durante a colheita, ao final da operação terá incorporado 430 sacas de soja à produção. ‘‘Só isso, representa o pagamento de uma parcela da prestação da colheitadeira’’, esclarece.
O parque de máquinas - três tratores, o mais velho com oito anos de uso, duas colheitadeiras, anos 96 e 2000, três plantadeiras, a mais antiga é de 98, além de pulverizadores e outros implementos - é considerado ‘‘pequeno’’ por Mosconi, mas ideal para as demandas da propriedade. A incorporação de uma nova máquina ao parque evita a necessidade de contratar serviços de terceiros na colheita, segundo o agricultor. ‘‘Por isso, é preferível comprar, porque o maquinário se paga.’’
Mosconi diz que a nova colheitadeira, além de agilizar acolheita, porque tem plataforma maior, é projetada para perder menos em volume e em qualidade dos grãos. ‘‘Isto quer dizer que o tempo que economizo na colheita significa ganho para o plantio de nova safra de feijão’’, explica. Aliás, ele se revela um ‘‘apaixonado pelo feijão’’, a atividade que tem lhe assegurado maior lucro. O agricultor diz que planta feijão carioquinha e preto antes da soja, que é semeada a partir de outubro, e depois do milho, na safrinha. As 2,35 toneladas de produtividade da leguminosa por hectare representam mais que o dobro do rendimento médio do Estado.
E diz que o feijão, com preço em torno de R$ 40,00 a saca, lhe garante retorno de quase 100% sobre o desembolso com a lavoura. ‘‘Sempre deixa um pouco de ganho, mesmo nos momentos críticos de mercado ou quando o tempo não ajuda muito.’’ Por isso, também está iniciando pesquisa com o jalo, o bola enxofre e o azuki, variedades precoces e de boa aceitação no mercado. ‘‘Penso até em fatias do mercado externo, com o jalo’’, antecipa. ‘‘Se ficasse só com a soja e o milho, a rentabilidade seria bem menor e dificultaria na diluição do custo fixo do arrendamento’’, constata Mosconi.

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