Máquinas e equipamentos ainda têm pouca procura
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segunda-feira, 07 de abril de 1997
Guto Rocha 
Milton DóriaO produtor Masieiro visita estande de Yamashita, mas ainda não compraOs negócios com máquinas e implementos agrícolas na 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina ainda não deslancharam. Até ontem, a diretoria da Sociedade Rural do Paraná não tinha um levantamento dos negócios realizados. A reportagem da Folha ouviu os expositores que estão divididos, alguns apostam em bons negócios até o final da feira, outros não acreditam em reação.
Para o gerente-geral da Nortrac-Bavária, Martin Stremlow, a exposição tem a função de divulgar os produtos que as empresas oferecem, e não necessariamente vender. A exposição serve para o marketing dos expositores, já os produtores têm a oportunidade de conhecer as novidades, afirmou Stremlow. Até ontem, segundo ele, a Nortrac não havia fechado nenhum negócio na exposição.
O vendedor da Paranamotor, Domingo Baptilani, afirmou que o movimento este ano está muito fraco. Só fechamos dois negócios até agora, com a venda de duas carretas. Até o movimento de pessoas visitando os estandes este ano está menor, afirmou Baptilani, que diz participar da exposição em Londrina há 20 anos.
Baptilani disse que os produtores estão preferindo pagar suas dívidas com o resultado da colheita e deixar os investimentos em máquinas para mais tarde. Acredito que depois da safrinha e da safra de inverno os negócios com máquinas agrícolas devem melhorar, porque o produtor estará menos comprometido com suas dívidas, comentou.
Foi o meu caso, tive de pegar parte da minha produção para liquidar minhas dívidas, afirmou o produtor de soja Pedro Masieiro, de Guaravera, que estava visitando os estandes de máquinas agrícolas. Ele disse que cultivou 35 alqueires com soja e 20 alqueires com milho. Vontade de comprar novas máquinas é o que não falta, comentou Masieiro.
Nem o lançamento da feira, o trator Ursus, teve comprador. O número de produtores que vem conhecê-lo é grande, mas até agora nenhum trator foi vendido, afirmou a vendedora Denise Sebber.
Mais otimista, o sócio-proprietário da Temakol Máquinas Agrícolas, Oscar Yamashita, acredita que a exposição ainda pode render bons negócios para o setor. Segundo ele, até ontem a empresa havia comercializado mais de R$ 55 mil em implementos agrícolas. Mas nenhum trator havia sido negociado. Mas já fizemos cadastro de muitos produtores interessados em adquirir máquinas e implementos, que devem concretizar os negócios depois da exposição, afirmou Yamashita.


