Fábio Igarashi administra as oito máquinas da Coco Express em Londrina e mais quatro máquinas em Cambé, Apucarana e Astorga e vende coco verde também para alguns carroceiros. O aluguel das máquinas custa R$ 30, mas os vendedores têm de pagar pelo aluguel do ponto e ainda se comprometem a comprar o coco de Igarashi, que em contrapartida recolhe as cascas inutilizadas três vezes por semana.
O preço é tabelado e os vendedores trabalham com copos de 200, 300 e 400 mililitros (ml) e garrafas de 500 ml. ''A margem de lucro varia entre 90 e 100%'', estima. Hoje, Igarashi paga entre R$ 0,25 e R$ 0,55 por fruta e repassa por R$ 1,20 para os vendedores das máquinas, que vendem a água de coco ao consumidor final por até R$ 3.
O vendedor Noroel Nunes de Oliveira cuida de uma máquina em um supermercado na Zona Central de Londrina e garante que quando o calor aumenta, crescem também as vendas de água de coco.
Ele conta que esteriliza a máquina diariamente antes de adicionar o gelo trazido de casa. Depois de furado, o coco é acoplado à máquina que filtra a água. O líquido passa pela serpentina de onde já sai gelado. ''Prefiro não citar valores, mas é um negocinho bom.'' (M.G.)

mockup