As chamadas conexões máquina a máquina (M2M) também deverão se multiplicar com a chegada do 4G no Brasil. "A tendência de ter as coisas conectadas é recente, e limitada a algumas aplicações que não consomem tanto tráfego", comenta o gerente da PromonLogicalis, Lucas Pinz. "Mas quando falamos de monitoramento de uma cidade com vídeo, por exemplo, não tem como ligar uma câmera em cima do 3G. Tem que ser 4G." Desta forma, Pinz diz acreditar que a rede de quarta geração deverá permitir que o conceito de cidades inteligentes se viabilize ainda mais.
Entre os setores que irão liderar a área de M2M estão os de edifícios inteligentes, consumo eletrônico (console de jogos, música, câmeras e produtos de linha branca), utilities (setores de água, gás e energia, por exemplo) e o setor automotivo. Exemplos de conexões máquina a máquina em edifícios inteligentes já podem ser vistos nas construções dos estádios para a Copa do Mundo, afirma Pinz. Controle de acesso inteligente, monitoramento de fluxo de pessoas com reconhecimento facial, sensores de alarme de incêndio, tudo isso fica conectado em uma rede.
Carlos Cipriano ressalta que a Claro já possui 47% do market share de M2M no Paraná e em Santa Catarina e 58% no Brasil, com recursos de telemetria, chips em cartões de crédito, rastreamento de gado, colheitadeiras, entre outros. E diz acreditar que a comunicação máquina a máquina ainda tem grande potencial aplicada, por exemplo, a eletrodomésticos, como geladeiras e micro-ondas.(M.F.C.)

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